Aprendendo com Humor

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

VIGÉSSIMO ENCONTRO - OFICINA 1 - TP1

No encontro do dia 27 de outubro de 2009 foi revisado o estudo do TP1, Unidade 1 - Variantes linguísticas: dialetos e registros e Unidade 2, Variantes linguísticas:desfazendo equívocos. A revisão do estudo das unidades ficou na responsabilidade das professoras cursistas que haviam sido informadas, pela formadora, sobre o assunto, unidade e seção, que deveríam apresentar as demais colegas. Foi muito produtivo este dia, pois todas havíam preparado o material, (Power point, resumo xerocado) que ficou muito rico e cheio de sugestões de atividades para a prática em sala de aula.

Após, a formadora apresentou um breve resumo do texto Ampliando nosas referências, Travaglia, L. C., página 44, TP1, e direcionou a conversa para os relatos do Avançando na prática, quando cada cursista pode refletir sobre os graus de formalismo da língua e relacioná-la com sua prática.

Na sequência, as cursistas realizaram a atividade proposta na Oficina 1, TP1, Unidade 2. A seguir, estudo da crônica realizado pelas cursistas:

OFICINA 1 - TP1 - EXPLORAÇÃO DA CRÕNICA: A OUTRA SENHORA - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

A- Quanto à expectativa da linguagem, foi quebrada por haver mistura de dialetos (coloquial)-gírias, na fala da menina e (informal) técnica, na descrição da escolha dos presentes.
Tratando-se de uma crônica, há a crítica ao comodismo, à aceitação de uma vida sem perspectivas da mãe e de todas as mulheres que se abstêm de seus sonhos para dedicar-se exclusivamente aos afazeres domésticos, negando-se e tornando-se escravas da vida doméstica.

B- Quanto ao registro, ela relaciona os presentes de conformidade com os seus desejos de adolescente, que visa o prazer. Ela, nesse momento não está pensando na mãe. É uma visão egoísta. Ao passar pela cozinha, quer saciar a fome, porém quem a serve? A mãe. O seu visual, também é proporcionado pela mãe. As roupas limpas, branquinhas ao extremo, coisa que a máquina não faz. Uma peça de tricô, que poderá ser feita durante o momento de “descanso” da mãe. A máquina mãe funciona muito bem, não se desgasta e nem se cansa. É melhor que as outras máquinas. E por não valorizar-se, qualquer coisa serve como presente.

C- a) A carta mostra traços da fala da professora (escrever uma carta para a mãe, comemorando a data tão sublime – O dia das mães), a linguagem técnica dos anunciantes (os produtos pesquisados).
b) A intenção foi criar uma polêmica sobre a escrita exigida pela escola. Escrever sobre o tema “tal”, “tantas” linhas, não esquecendo a demonstração de afeto no final da carta.

D- O efeito criado no leitor a princípio é a vontade que uma criança tem de presentear a mãe. Porém, implicitamente, percebem-se críticas ao consumismo, à mulher conformada com a vida romântica do lar e a valorização da mulher moderna. Pois, os níveis de linguagem são opostos.
Uma linguagem de anúncio induzindo o leitor às compras e uma linguagem coloquial, revelando o que a filha pensa de sua mãe.

E- Ela não tem domínio das regras de pontuação, pois os períodos são longos. E Quanto ao material para a escolha do presente, foi literalmente copiado para completar o número de linhas exigido pela professora.

F- Ela não domina o vocabulário técnico. Percebe-se no texto que durante as escolhas dos presentes, lia as informações em revistas. Alguns termos utilizados por ela, eu desconheço, por exemplo: puxador de alumínio anodizado, TV legal e cinescópio multirreacionário, chapeado de aço tecnicamente subdesenvolvido? Superdesenvolvido?

G - E vocês dominam esse vocabulário? Nas propagandas, que intenção tem essa linguagem?

Resposta - Nós procuramos entender o vocabulário técnico, mas não dominamos. Sempre que precisamos, buscamos a ajuda dos jovens ou de adultos que possuem um maior domínio desse vocabulário.
Nas propagandas veiculadas, principalmente pela televisão, há um jogo de imagens e sons que fazem com que os telespectadores fiquem mais atentos. Assim também nos outdoors que, muitas vezes as como recurso a intertextualidade

H _ Na sua opinião, que intenção teria o autor ao fazer essa crônica?

Resposta – A intenção do cronista é mostrar ao leitor que vivemos em uma sociedade consumista, na qual a propaganda dos bens de consumo atua fortemente no sujeito, estimulando o desejo de comprar.
Também revela uma questão de gênero: o papel servil e voltado às atividades domésticas, muitas vezes pouco prazerosas, da mulher.

I - Independentemente de sua opinião, parecem claras duas críticas do autor. Quais são elas?

Resposta – Critica o comportamento humano voltado para valoração de bens materiais em detrimento dos valores humanos. Também revela o papel da mulher que não percebe seu total envolvimento nas atividades do lar (mãe), diferente da filha que, mesmo tendo regalias, percebe as insatisfações de sua mãe, assim como ironiza as situações vivida por sua genitora.

J Além do Humor e das críticas, bem ao jeito de Drummond, há uma valorização bastante interessante aí? Qual é

Resposta – As críticas que aparecem são dirigidas às mulheres que se acomodam somente como donas de casa e não busco atividades que lhes proporcionem bem estar e deleite, como, por exemplo, cursos, exercícios, leituras, boas músicas etc., e, consequentemente, queixam-se da vida.

L – A final, vocês observaram no texto uma mistura de gêneros (a crônica que é uma carta) de dialetos e de registros. A que conclusões vocês chegam com relação:

a) cada realização momentânea da língua?

Resposta – O contrate entre os dialetos é proposital para revelar o que foi registrado de forma espontânea pela filha q e o que foi copiado, provavelmente, de encartes e textos de propaganda, assim como o que foi orientado pela professora.

b) construção do texto literário?

Resposta: O texto literário, gênero crônica, apresenta as características típicas dessa modalidade de texto, como, por exemplo, o tema referente a um assunto do dia-a-dia com uma linguagem irônica e permeada de humor.

M – Qual sua opinião sobre essa crônica?

Resposta – Essa crônica é inteligente e bem construída, possui humor e critica situações reais vividas no cotidiano. Certamente muita gente se vê refletida nas personagens, ou da mãe ou da filha.

ATIVIDADE ELABORADA PELAS CURSISTAS:
Gabriela, Raquel, Irani e Karla

A formadora encerrou a reunião e apresentou o estudo das Unidades seguintes, do TP1, para o próximo encontro.

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